domingo, 16 de setembro de 2012

17/09/2012 - A dor do parto


É comum ao pensamos em parto,  vir imediatamente a cabeça a cena de uma mulher gritando desesperadamente, contorcendo-se de dor.  As novelas, os filmes, as conversas entre mulheres reforçam continuamente esta ideia. Mas será que a dor do parto é tão insuportável assim? E qual o seu sentido durante o trabalho de parto? Será que ela tem alguma importância para o trabalho de parto ou simplesmente é a consequencia biblíca do pecado original? Em se tratando de século XXI, com todos os avanços tecnológicos e domínio científico a respeito da fisiologia do parto, a dor do parto pode ser amenizada de que forma?
Todas estas questõe e muitas outras serão discutidas no nosso próximo encontro. Participe!

*Relembrando*
Quando: 17 de Setembro de 2012 - segunda-feira às 19h00
Tema: A dor do parto
Onde: Academia Companhia Athletica (Rua Municipalidade, 489 - Reduto - próximo à ESAMAZ)
Cidade: Belém/PA

OBSERVAÇÃO: A confirmação da participação agora é necessária, pois precisamos deixar o nome dos participantes na portaria.

Confirme sua participação pelo números: 8858-0416 ou 8884-0209; ou pelo e-mail:espacoishtarbelem@gmail.com. Não use o comentário do Blog para confirmação, pois corre o risco de não serem lidas.

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Por que a dor do parto?

Parir dói e isso é fato. A propaganda da “horrível e insuportável” dor do parto é por demais divulgada pela mídia. Recheia os dramas televisivos e os cinemas, está presente nas bocas de mulheres e homens (até dos que não passaram pela experiência) como a maior dor que o homem possa sentir na face da terra e assim assombra futuras parturientes, que seguindo o modelo dos seus astros televisivos, fogem sem pestanejar para uma medida enganosamente mais segura e menos dolorida chamada cesárea.

Mas porque parir dói? Porque o parto não é indolor ou até mesmo prazeroso já que visa a procriação da espécie? A natureza seria cruel em maltratar as mulheres em momento tão sublime?

A dor do parto tem funções extremamente importantes na hora do parto. Ela mostra o caminho a ser percorrido pelo corpo durante o processo. Ensina em que melhor posição ficar, qual o momento de fazer força, nos ensina instintivamente o que fazer para facilitar o processo fisiológico do nascimento do bebê.

É uma dor muito sábia. Vem e vai a cada contração, como as ondas do mar, oferecendo um tempo abençoado para respirar e para descansar até o próximo mergulho. Aos poucos a maré sobe e as ondas crescem, ficam imensas e precisamos da humildade da entrega, de oferecer corpo e alma à prova máxima da natureza humana. É um processo intenso, primitivo, dolorido e às vezes difícil, mas que pode ser uma oportunidade única de intenso contato com nós mesmas, com o mistério da vida e com o pequeno ser que vem ao mundo naquele momento. É preciso apenas um certo autopreparo, apoio, carinho e compreensão de quem assiste a parturiente para que a dor não se transforme em sofrimento e o corpo e a mente não se debatam em cada onda, afogando-se no meio do caminho.

A dor do parto nos traz para o presente de forma intensa e talvez seja esta a sua principal função. Coloca corpo, alma, hormônios e sentidos a postos no momento mais sublime e mágico da vida humana. Prontos e vitoriosos, eles irmanam-se fortalecendo a recém-mãe, numa forma preciosa de dar as boas vindas ao novo ser que chega ao mundo através de seus braços.

Eleonora de Moraes
Psicóloga, doula (acompanhante de parto) e educadora perinatal
Coordenadora do Despertar do Parto

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