quinta-feira, 4 de agosto de 2011

05/08 - Encerramento da SMAM 2011 e 06/08 - Encontro do Ishtar: Amamentação

Esta semana, no mundo inteiro homenageamos o aleitamento materno através Semana Mundial de Aleitamento Materno, e o Ishtar não podia ficar de fora das comemorações. Nossa contribuição será realizada conforme agenda abaixo. Não perca.

FAÇA DA AMAMENTAÇÃO UMA EXPERIENCIA INESQUECÍVEL! COMUNIQUE-SE!!

*ATIVIDADE 1*
O que: Exibição de vídeos de amamentação, lanche, palestra de especialistas e a exposição das mães-Ishtar em lindas fotos de amamentação.
Quando: 05 de Agosto de 2011 - sábado de 09h às 12h
Onde: Cinema Olympia - Presidente Vargas, 918.
Cidade: Belém/PA

*ATIVIDADE 2*
O que: Encontro do Ishtar-Belém
Quando: 06 de Agosto de 2011 - sábado de 09h às 11h
Tema: Semana Mundial de Aleitamento Materno - Comunique-se!
Onde: Academia Companhia Athletica (Rua Municipalidade, 489 - Reduto - próximo à ESAMAZ) - entrada pela Rui Barbosa
Cidade: Belém/PA


OBSERVAÇÃO: A confirmação da participação (atividade 2) agora é necessária, pois precisamos deixar o nome dos participantes na portaria.

Confirme sua participação APENAS através do telefone: 8884-0209 ou pelo e-mail: espacoishtarbelem@gmail.com

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Nosso artigo desta vez conta com dois lindos relatos de amamentação, de duas mães Ishtar, em situações muito especiais.

RELATO 1: Marcília Negrão - Ishtar-Belém

Com 5 semanas de gestação, incentivada pela minha amiga de infância, a doula Thayssa, cheguei ao Ishtar. Cheia de dúvidas, insegura e chorona. De fato, eu precisava me empoderar para dar conta de tudo que estava por vir.

Com 33 semanas Pedro estava pélvico e assim foi até o final, eu primípara, fui orientada a fazer uma cesariana que conseguí adiar até as 38 semanas e 4 dias. Na verdade, eu não havia me preparado para uma cesárea, e por conta disso, além da dor de não ter parido, meu filho nasceu debilitado, não pude amamentá-lo no primeiro momento, pois ele foi direto para UTI e por fim, senti todos os efeitos colaterais da cirurgia.

Meu leite demorou exatamente uma semana para descer, e depois que desceu Pedro passava horas e horas mamando. Fui ao banco de leite da Santa Casa para corrigir a pega e aprender mais sobre amamentação.

Os meses foram passando e algo parecia estar errado. Pedro continuava horas no peito e não parecia satisfeito. Chorava muito, dormia pouco, e assim começou a minha peregrinação de pediatra em pediatra, até que aos três meses ele evacuou com sangue, e ainda levou mais um mês para que fosse diagnosticada a alergia alimentar.

Como o diagnóstico demorou 4 meses, além da alergia à proteína do leite de vaca que eu ingeria, Pedro também ficou sensível à proteína de outros alimentos que eram passadas via leite materno como: carne vermelha, trigo, soja, oleaginosas, feijão, ovo, leguminosas, frutas, entre outros.

Fui a todos os gastropediatras de Belém, todos! Fui até à São Luiz do Maranhão que é um centro mais avançado em gastropediatria do que Belém. E sempre escutava a mesma coisa: é preciso desmamar e introduzir o leite de aminoácidos ou o hidrolizado para ele parar de sangrar! Até que um dia, no auge do desespero com o filho sangrando, pedi aos céus uma luz, uma orientação, e recebi.

Relatei o problema na lista do Isthar e uma resposta rápida apareceu: desmamar não é a solução! Não desmame! Era uma mensagem da Viviane Xavier (médica de família, mãe e frequentadora do Ishtar-Recife), a quem sou muito grata. E daí pra frente, passei a pesquisar sobre a alergia alimentar, me enchi de coragem e desisti dos médicos. Passei a me comunicar com outras mães que passavam pelo mesmo problema e descobri que era possível sim amamentar uma criança com alergia alimentar, e que para isso eu precisaria excluir os alérgenos da minha dieta e assim foi.

Passei o primeiro mês comendo peru e batata. No segundo mês peru, batata e cenoura e, de pouquinho em pouquinho, experimentando os alimentos, a dieta foi se ampliando, e assim segui experimentando carne de rã, coelho e avestruz, entre outros. A satisfação de amamentar o meu filho suprimia a fome que eu sentia. Na verdade, amamentá-lo também matava a minha fome, aquela do parto não realizado.

Hoje Pedro tem 2 anos e 1 mês, nunca precisou tomar leite artificial, nem quando voltei ao trabalho quando ele tinha 8 meses. Nunca ficou abaixo da média de peso e altura, pelo contrário, sempre esteve acima desta. Continuo amamentando, e estamos (eu e ele) firme e forte na dieta, mas agora bem mais ampliada, com restrição apenas de leite de vaca, carne de vaca, soja, oleaginosas e ovo. Não como nada fora de casa, essa é a condição para uma mãe que queira amamentar uma criança com alergia alimentar. Por fim, a previsão para ele ficar completamente bem e até os 3 anos e meio.

O leite materno é rico em imunoglobulinas e é remédio para quem tem alergia alimentar! E como diz Sonia Hirsch: antes de mais nada, leite só de mãe!



RELATO 2: Patricia Brandão - Ishtar-Recife

Leite Materno - Amor em Estado Líquido

Aproveitando a SMAM(Semana Mundial do Aleitamento Materno) venho relatar uma experiência recente com doação de leite. Amamentar no peito é essencial porém existem situações onde muitas vezes o bebê é privado dessa nutrição, seja por prematuridade extrema, seja por problemas na produção materna, por isso a doação é tão importante e necessária.

Tive 3 filhos, amamentei a primeira até os 20 meses e estou em plena lua de leite com o terceiro, mas é sobre a segunda filha que quero falar. Estava grávida de uma segunda meninha quando na 31ª semana, Papai do Céu mudou de idéia e resolveu chamar minha Maria de volta e desde então se transformou em luz e brilha para nós toda noite!

Recebi a orientação de enfaixar as mamas bem apertado para evitar a demanda do leite e em poucos dias cessaria a produção. Aquilo me incomodou, cheguei a comprar as ataduras mas não consegui me envolver com elas, resolvi esperar o leite chegar.

De noite olhei para o céu e uma estrelinha piscou feliz! Era Maria minha luz me dizendo o que fazer com o leitinho que meu corpo tinha preparado para ela, decidi então ordenhar e doar aquele alimento precioso, passaria o mês de licença captando toda produção e na volta ao trabalho iria diminuindo o ritmo até deixar de produzir, suavemente.

Esperei dois dias e ele veio abundante, jorrando dos meus seios. Comecei a estocar e era uma fartura que logo os potes foram poucos, eu ordenhava de 2 a 3 vezes por dia, inclusive na madrugada e sempre enchia o vidrinho até a boca. Foram litros e litros!

Algumas pessoas ficaram preocupadas comigo, outras não entendiam como eu conseguia estar fazendo aquilo, mas eu afirmo que foi a melhor decisão que tomei! Dar sentindo aquele leite me ajudou a vivenciar meu luto, era com alegria que eu me acoplava a bomba elétrica e via o chuveirinho no bico do seio. Me sentia leve e feliz de pensar em quantos bebezinhos eu estava "amamentando" e nutrindo, livrando de doenças e ajudando na recuperação do peso. E Maria sempre a brilhar no céu me apoiando e incentivando, ela também estava feliz! =D

E assim fui dia após dia enchendo meus potinhos até que repentinamente a produção de leite caiu bruscamente e encerrou, eu não sabia mas estava outra vez grávida 23 dias após o parto, mas essa é uma outra estória...

Acho que devemos mais e mais valorizar o leite humano, amamentando nossos filhos, doando o excedente, dando suporte, informação e incentivo sempre a todas as mulheres para que amamentem seus próprios filhos. Como diz a psicóloga Laura Gutman, TODA mulher é capaz de amamentar, TODA!

Que possamos sempre confiar no trabalho perfeito da natureza e mergulhemos profundamente nessa maravilhosa conexão mamãe-bebê! É só o que basta para se encher do melhor alimento para nossos filhotes e para os filhotes das nossas irmãs humanas.

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